Saber usar a fórmula dos juros compostos é uma habilidade valiosa para qualquer pessoa que queira entender como o dinheiro cresce (ou se multiplica como dívida) ao longo do tempo. Se ainda não domina o que são juros compostos e por que crescem de forma exponencial, confira o guia introdutório antes de avançar. Neste artigo, você aprenderá a fórmula, o significado de cada variável e como resolver exercícios passo a passo — do mais simples ao mais elaborado. Se preferir pular as contas manuais, veja como calcular juros compostos no Excel ou consulte a tabela de juros compostos com os fatores prontos.
Resposta rápida: a fórmula dos juros compostos é M = C × (1 + i)^n, onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa de juros por período (em decimal) e n é o número de períodos. Com aportes mensais, a fórmula ganha um segundo termo: M = C × (1 + i)^n + A × [(1 + i)^n − 1] ÷ i.
A fórmula principal
M = C × (1 + i)^n
O que cada letra significa:
| Símbolo | Nome | Descrição |
|---|---|---|
| M | Montante | O valor total ao final (capital + juros acumulados) |
| C | Capital | O valor inicial investido ou emprestado |
| i | Taxa de juros | A taxa por período, expressa em decimal (ex: 5% = 0,05) |
| n | Períodos | O número de períodos (meses, anos, dias, etc.) |
Atenção: a taxa i e o número de períodos n devem estar na mesma unidade de tempo. Se a taxa é mensal, n deve ser em meses. Se a taxa é anual, n deve ser em anos.
O termo (1 + i)^n é chamado de fator de capitalização. Ele diz por quanto o capital será multiplicado ao final do prazo. Um fator de 1,5, por exemplo, significa que o dinheiro cresceu 50%.
Como calcular juros compostos passo a passo
Qualquer cálculo de juros compostos segue a mesma sequência de quatro passos:
- Identifique os dados: capital (C), taxa (i) e prazo (n).
- Ajuste as unidades: converta a taxa para decimal (12% = 0,12) e garanta que taxa e prazo estejam no mesmo período. Se não estiverem, converta a taxa — veja a seção de conversão mais abaixo.
- Calcule o fator: some 1 à taxa e eleve ao número de períodos, obtendo (1 + i)^n.
- Multiplique pelo capital: M = C × fator. Se quiser só os juros, subtraia o capital do montante.
Fórmula para calcular só os juros
Muitas vezes o que interessa não é o montante, mas quanto de juros foi gerado. Como os juros são a diferença entre o montante e o capital, a fórmula fica:
J = M − C
J = C × [(1 + i)^n − 1]
Não confunda juros (J) com montante (M): o montante inclui o dinheiro que você colocou; os juros são apenas o que foi ganho (ou pago) em cima dele.
Exemplo 1 — Investimento mensal simples
Problema: Você investe R$ 2.000,00 a uma taxa de 2% ao mês durante 6 meses. Qual será o montante final?
Dados:
- C = 2.000
- i = 2% = 0,02
- n = 6
Cálculo:
M = 2.000 × (1 + 0,02)^6
M = 2.000 × (1,02)^6
M = 2.000 × 1,12616...
M ≈ R$ 2.252,32
Juros ganhos: R$ 2.252,32 − R$ 2.000,00 = R$ 252,32
Exemplo 2 — Taxa anual em anos
Problema: Uma aplicação de R$ 15.000,00 rende 12% ao ano. Quanto valerá em 5 anos?
Dados:
- C = 15.000
- i = 12% = 0,12
- n = 5
Cálculo:
M = 15.000 × (1 + 0,12)^5
M = 15.000 × (1,12)^5
M = 15.000 × 1,76234...
M ≈ R$ 26.435,13
Juros ganhos: R$ 26.435,13 − R$ 15.000,00 = R$ 11.435,13
Exemplo 3 — Descobrindo o capital inicial (C)
Às vezes você sabe quanto quer ter no futuro e precisa descobrir quanto deve investir hoje. Para isso, isolamos C na fórmula:
C = M ÷ (1 + i)^n
Problema: Você quer ter R$ 50.000,00 daqui a 3 anos. A taxa disponível é de 8% ao ano. Quanto precisa investir hoje?
Cálculo:
C = 50.000 ÷ (1 + 0,08)^3
C = 50.000 ÷ (1,08)^3
C = 50.000 ÷ 1,2597...
C ≈ R$ 39.692,00
Você precisa investir aproximadamente R$ 39.692,00 hoje.
Exemplo 4 — Descobrindo a taxa de juros (i)
Problema: Um investimento de R$ 1.000,00 virou R$ 1.500,00 em 10 meses. Qual foi a taxa mensal?
Isolando i:
(1 + i)^n = M ÷ C
1 + i = (M ÷ C)^(1/n)
i = (M ÷ C)^(1/n) − 1
Cálculo:
i = (1.500 ÷ 1.000)^(1/10) − 1
i = (1,5)^(0,1) − 1
i = 1,04138... − 1
i ≈ 0,04138 = 4,14% ao mês
Exemplo 5 — Descobrindo o número de períodos (n)
Problema: Em quantos meses R$ 5.000,00 se tornam R$ 8.000,00 a uma taxa de 3% ao mês?
Para descobrir n, usamos logaritmo:
(1 + i)^n = M ÷ C
n × log(1 + i) = log(M ÷ C)
n = log(M ÷ C) ÷ log(1 + i)
Cálculo:
n = log(8.000 ÷ 5.000) ÷ log(1 + 0,03)
n = log(1,6) ÷ log(1,03)
n = 0,20412 ÷ 0,01284
n ≈ 15,9 meses
Em aproximadamente 16 meses, R$ 5.000 se tornam R$ 8.000.
Fórmula dos juros compostos com aportes mensais
Na vida real, quase ninguém investe uma única vez: o mais comum é aplicar um valor inicial e depois fazer aportes todo mês. Para isso, a fórmula ganha um segundo termo, que soma o crescimento de cada aporte:
M = C × (1 + i)^n + A × [(1 + i)^n − 1] ÷ i
Onde A é o valor do aporte mensal. A primeira parte calcula quanto o capital inicial rende; a segunda, quanto a sequência de aportes acumula. Essa versão considera aportes feitos ao final de cada mês — a mesma convenção usada pela nossa calculadora e pela função VF do Excel.
Problema: Você começa com R$ 5.000,00 e aporta R$ 500,00 por mês, a 1% ao mês, durante 24 meses. Quanto terá no final?
Cálculo:
(1 + 0,01)^24 = 1,26973...
Parte do capital: 5.000 × 1,26973 ≈ R$ 6.348,67
Parte dos aportes: 500 × (1,26973 − 1) ÷ 0,01 ≈ R$ 13.486,73
M ≈ R$ 6.348,67 + R$ 13.486,73 = R$ 19.835,41
Total investido: R$ 5.000 + 24 × R$ 500 = R$ 17.000,00 Juros ganhos: R$ 19.835,41 − R$ 17.000,00 = R$ 2.835,41
Quer conferir? Abra esta simulação na calculadora com os valores já preenchidos e veja a evolução mês a mês.
Juros compostos na prática: CDB, poupança e Tesouro Selic
A mesma fórmula explica o rendimento dos investimentos mais comuns do Brasil. O que muda é a taxa e a tributação. Veja quanto R$ 10.000,00 rendem em 2 anos em cada um, considerando a Selic e o CDI em 12% ao ano (valores ilustrativos — as taxas reais mudam a cada reunião do Copom):
| Investimento | Taxa anual | Montante bruto | Juros brutos | Montante líquido de IR |
|---|---|---|---|---|
| Poupança (0,5% ao mês) | 6,17% | R$ 11.271,60 | R$ 1.271,60 | R$ 11.271,60 (isenta) |
| Tesouro Selic | 12,00% | R$ 12.544,00 | R$ 2.544,00 | R$ 12.162,40 |
| CDB a 110% do CDI | 13,20% | R$ 12.814,24 | R$ 2.814,24 | R$ 12.392,10 |
Como chegamos a esses números: aplicamos M = 10.000 × (1 + i)^2 com a taxa anual de cada linha. No Tesouro Selic e no CDB, o Imposto de Renda de 15% (alíquota para prazos acima de 720 dias) incide apenas sobre os juros. A poupança rende 0,5% ao mês enquanto a Selic está acima de 8,5% ao ano, o que equivale a (1,005)^12 − 1 ≈ 6,17% ao ano — sem contar a TR. As taxas de custódia foram desconsideradas.
Três lições saem dessa tabela:
- A poupança perde mesmo sendo isenta: a diferença de taxa é grande demais para a isenção compensar. Entenda o motivo em juros compostos na poupança.
- Pequenas diferenças de taxa viram dinheiro de verdade: 1,2 ponto percentual a mais por ano rendeu cerca de R$ 230 líquidos a mais no CDB. Em prazos longos, a diferença se multiplica.
- O IR muda a comparação: sempre compare valores líquidos. A nossa calculadora de CDB já desconta o IR automaticamente, e o artigo sobre juros compostos no CDB explica a tabela regressiva.
Juros compostos nas dívidas: o lado perigoso da fórmula
A fórmula não distingue investimento de dívida. O mesmo crescimento exponencial que faz uma aplicação render trabalha contra você no cartão de crédito, no cheque especial e em empréstimos com juros altos.
Problema: Uma dívida de R$ 1.000,00 no rotativo do cartão, a 12% ao mês (taxa ilustrativa), fica 12 meses sem ser paga. Quanto ela vira?
Cálculo:
M = 1.000 × (1 + 0,12)^12
M = 1.000 × 3,89598...
M ≈ R$ 3.895,98
Em um ano, a dívida quase quadruplica. Uma taxa de 12% ao mês equivale a cerca de 290% ao ano — e não 144% (12 × 12), como o cálculo "de cabeça" sugeriria. É por isso que quitar dívidas caras costuma ser o melhor "investimento" disponível.
Fórmula dos juros simples vs. juros compostos
Para entender o peso do "juros sobre juros", vale comparar com a fórmula dos juros simples, em que os juros incidem sempre sobre o capital original:
Juros simples: M = C × (1 + i × n)
Juros compostos: M = C × (1 + i)^n
Veja a diferença para R$ 10.000,00 a 1% ao mês:
| Prazo | Juros simples | Juros compostos | Diferença |
|---|---|---|---|
| 12 meses | R$ 11.200,00 | R$ 11.268,25 | R$ 68,25 |
| 24 meses | R$ 12.400,00 | R$ 12.697,35 | R$ 297,35 |
| 60 meses | R$ 16.000,00 | R$ 18.166,97 | R$ 2.166,97 |
| 120 meses | R$ 22.000,00 | R$ 33.003,87 | R$ 11.003,87 |
No curto prazo a diferença é pequena; em 10 anos, os juros compostos geram quase o dobro de juros. A comparação completa está em juros compostos vs. juros simples.
Cuidado com a conversão de taxas
Um erro muito comum é misturar períodos de taxa e períodos de cálculo. Veja como converter:
Taxa mensal para anual:
i_anual = (1 + i_mensal)^12 − 1
Exemplo: Taxa de 1% ao mês em taxa anual:
i_anual = (1 + 0,01)^12 − 1
i_anual = (1,01)^12 − 1
i_anual = 1,12683 − 1
i_anual = 12,68% ao ano
Note que não é simplesmente 12% ao ano (1% × 12). O correto é 12,68% ao ano.
Taxa anual para mensal:
i_mensal = (1 + i_anual)^(1/12) − 1
Exemplo: Taxa de 12% ao ano em taxa mensal:
i_mensal = (1 + 0,12)^(1/12) − 1
i_mensal = (1,12)^(0,0833) − 1
i_mensal ≈ 0,9489% ao mês
Taxa anual para diária (dias úteis):
No mercado financeiro brasileiro, CDB, Tesouro Direto e CDI rendem por dia útil, com a convenção de 252 dias úteis no ano:
i_diaria = (1 + i_anual)^(1/252) − 1
Exemplo: 12% ao ano equivalem a (1,12)^(1/252) − 1 ≈ 0,0450% por dia útil. É assim que o Tesouro Direto capitaliza diariamente.
Taxa real (descontando a inflação):
O rendimento que aparece no extrato é nominal. Para saber quanto seu poder de compra realmente cresceu, desconte a inflação pela fórmula de Fisher:
i_real = (1 + i_nominal) ÷ (1 + inflação) − 1
Exemplo: um investimento que rendeu 12% num ano com IPCA de 4,5% teve ganho real de 1,12 ÷ 1,045 − 1 ≈ 7,18% — e não 7,5% (12 − 4,5).
Tabela resumo dos cálculos
| O que você quer descobrir | Fórmula |
|---|---|
| Montante final (M) | M = C × (1 + i)^n |
| Só os juros (J) | J = C × [(1 + i)^n − 1] |
| Montante com aportes | M = C × (1 + i)^n + A × [(1 + i)^n − 1] ÷ i |
| Capital inicial (C) | C = M ÷ (1 + i)^n |
| Taxa de juros (i) | i = (M ÷ C)^(1/n) − 1 |
| Número de períodos (n) | n = log(M ÷ C) ÷ log(1 + i) |
| Taxa mensal → anual | (1 + i_mensal)^12 − 1 |
| Taxa anual → mensal | (1 + i_anual)^(1/12) − 1 |
| Taxa real | (1 + i_nominal) ÷ (1 + inflação) − 1 |
Para consultas rápidas sem precisar recalcular, a tabela de juros compostos traz o fator (1+i)^n pronto para as principais taxas e prazos do mercado.
Como calcular juros compostos no Excel
O Excel tem funções financeiras prontas que resolvem cada variação da fórmula. No Excel em português, os argumentos são separados por ponto e vírgula, e valores que "saem do seu bolso" (capital e aportes) entram com sinal negativo:
| O que calcular | Função | Exemplo deste artigo | Resultado |
|---|---|---|---|
| Montante (com ou sem aportes) | =VF(taxa; nper; pgto; vp) | =VF(1%; 24; -500; -5000) | R$ 19.835,41 |
| Taxa de juros | =TAXA(nper; pgto; vp; vf) | =TAXA(10; 0; -1000; 1500) | 4,14% |
| Número de períodos | =NPER(taxa; pgto; vp; vf) | =NPER(3%; 0; -5000; 8000) | 15,9 |
| Só a potência | =(1+i)^n ou =POTÊNCIA(1+i; n) | =(1+2%)^6 | 1,1262 |
O guia completo sobre como calcular juros compostos no Excel mostra como montar uma planilha de evolução mês a mês.
Para calcular (1 + i)^n em uma calculadora científica:
- Digite o valor de (1 + i), por exemplo: 1,02
- Pressione a tecla
y^xou^ - Digite n, por exemplo: 12
- Pressione
=
Erros mais comuns ao usar a fórmula
- Usar a taxa em porcentagem: 5% entra na fórmula como 0,05, não como 5.
- Misturar unidades: taxa anual com prazo em meses (ou vice-versa) gera resultados completamente errados.
- Converter taxas multiplicando ou dividindo: 1% ao mês não é 12% ao ano. Use sempre a conversão por equivalência.
- Confundir montante com juros: o montante inclui o capital; os juros são só o ganho.
- Esquecer o IR e a inflação: o montante bruto não é o que vai para o seu bolso. Desconte o imposto e compare com a inflação.
- Esquecer a convenção dos aportes: a fórmula com aportes supõe depósitos no fim de cada mês. Se você aporta no início do mês, o resultado real será um pouco maior.
Perguntas frequentes
Qual é a fórmula dos juros compostos?
A fórmula é M = C × (1 + i)^n, onde M = montante final, C = capital inicial, i = taxa de juros por período em decimal, e n = número de períodos. Taxa e prazo devem sempre estar na mesma unidade (ambos mensais ou ambos anuais).
Qual é a fórmula dos juros compostos com aporte mensal?
M = C × (1 + i)^n + A × [(1 + i)^n − 1] ÷ i, onde A é o aporte mensal. Com R$ 5.000 iniciais e R$ 500 por mês a 1% ao mês por 24 meses, o montante é de aproximadamente R$ 19.835,41. A fórmula supõe aportes no fim de cada mês.
Como calcular juros compostos passo a passo?
Primeiro, identifique C (capital), i (taxa em decimal, ex: 5% = 0,05) e n (número de períodos). Depois calcule (1 + i)^n e multiplique pelo capital. Exemplo: R$ 2.000 a 2% ao mês por 6 meses → M = 2.000 × (1,02)^6 = 2.000 × 1,1262 ≈ R$ 2.252,32.
Como descobrir a taxa de juros compostos?
Isolando i na fórmula: i = (M/C)^(1/n) − 1. Se R$ 1.000 virou R$ 1.500 em 24 meses, a taxa mensal é i = (1.500/1.000)^(1/24) − 1 ≈ 1,70% ao mês. No Excel, a função TAXA faz esse cálculo diretamente.
Como calcular o número de períodos para atingir uma meta?
Isolando n na fórmula: n = log(M/C) ÷ log(1 + i). Por exemplo, para dobrar R$ 1.000 a 1% ao mês: n = log(2) ÷ log(1,01) ≈ 69,7 meses, ou seja, cerca de 70 meses (5 anos e 10 meses). A regra do 72 é uma aproximação útil: divida 72 pela taxa para estimar o prazo de duplicação.
Como converter taxa mensal em anual nos juros compostos?
A conversão é feita por equivalência de taxas, não por multiplicação simples. Taxa anual = (1 + i_mensal)^12 − 1. Se a taxa mensal é 1%, a taxa anual equivalente é (1,01)^12 − 1 ≈ 12,68% ao ano — e não 12%. Para o caminho inverso, use (1 + i_anual)^(1/12) − 1.
Como calcular juros compostos no Excel?
Use a função VF: =VF(taxa; nper; pgto; vp), com capital e aportes negativos. Por exemplo, =VF(1%; 24; -500; -5000) retorna R$ 19.835,41. Para uma conta sem aportes, =C*(1+i)^n também funciona direto na célula.
Onde a fórmula dos juros compostos é usada na prática?
Em praticamente todo o sistema financeiro: no rendimento de CDB, Tesouro Direto, poupança, LCI, LCA e fundos, e também no custo de dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos. A mesma fórmula que faz um investimento crescer faz uma dívida cara explodir.
Conclusão
Dominar a fórmula dos juros compostos abre a porta para calcular com precisão o crescimento de qualquer investimento e o custo real de qualquer dívida. Com prática, esses cálculos se tornam automáticos — e você passa a enxergar o potencial (ou o perigo) de qualquer taxa de juros antes mesmo de fechar um negócio. Para calcular sem precisar da fórmula manualmente, use nossa calculadora de juros compostos.
Próximo artigo: como calcular juros compostos no Excel com planilhas prontas.